
O Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), é a Unidade de Pesquisa integrante da estrutura do MCTI, na forma do disposto no Decreto no. 11.493 de 17.04.2023, e tem como missão: “Contribuir para o estabelecimento de uma sociedade sustentável no Pantanal e outras Áreas Úmidas (AUs) do Brasil”.
O INPP é reconhecido como uma Instituição de Ciência, Tecnologia e de Inovação (ICT), nos termos da Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004, regulamentada pelo Decreto nº 9.283, de 7 de fevereiro de 2018.
Sua sede administrativa localiza-se na cidade de Cuiabá/MT, local em que produz conhecimento, desenvolve tecnologias e subsidia inovações para o desenvolvimento de uma sociedade sustentável no Pantanal, e outras AUs do Centro-Oeste. Além disto, atua e colabora com decisões do poder público eficazes para sua proteção.
Sua visão de futuro que estabelece “Ser referência nacional em subsídio às políticas públicas para a sustentabilidade de áreas úmidas, liderando initiatives de CT&I que harmonizem o desenvolvimento socioambiental até 2030”, irá posicioná-lo como um ICT de referência, fundamentalmente em relação a capacidade de contribuir para o estabelecimento de uma sociedade mais sustentável no Pantanal e outras AUs do Brasil.
Embora o Pantanal seja reconhecido como um dos biomas mais ricos e diversos do planeta, enfrenta desafios significativos, como a degradação ambiental causada por atividades humanas, mudanças climáticas e desmatamento.
Nesse contexto, o papel do INPP é atuar como um nexo científico, tecnológico e de inovação, sendo crucial para promover a sustentabilidade e o desenvolvimento socioeconômico da região. Seu compromisso é, portanto, promover a harmonização e a integração de esforços de pesquisa, inovação tecnológica e políticas públicas voltadas para a conservação do Pantanal, ao mesmo tempo promover o uso sustentável de seus recursos naturais.
A proposta é transformá-lo em um polo de excelência científica e tecnológica, capaz de articular as múltiplas competências existentes na região Centro-Oeste, e de englobar as diversas instituições e atores envolvidos.
Assim sendo, o INPP desempenha um papel central na região, atuando como um catalisador para a produção de conhecimento científico e a implementação de soluções inovadoras. A capacidade deste Instituto de integrar dados científicos com políticas de inovação será fundamental para criar um ambiente propício ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis, contribuindo para a preservação do ecossistema pantaneiro e o bem-estar das comunidades locais. Evidenciando, assim, a importância da harmonização do CT&I, saberes tradicionais, acadêmicos e tecnológicos para promover soluções colaborativas e sustentáveis.
A integração entre as múltiplas capacidades existentes na região Centro-Oeste, como as universidades, centros de pesquisa, organizações não governamentais e empresas, fortalece a competência do INPP em articular, ser interlocutor com diversos atores da administração pública, tanto quanto do setor privado. Essa abordagem colaborativa é essencial para enfrentar os complexos desafios ambientais e socioeconômicos da região, inclusive sob a ótica dos diversos segmentos da sociedade.
Por meio de colaborações com instituições acadêmicas, governamentais e privadas, o INPP está situando o Pantanal como um centro de excelência em pesquisa e inovação. Esta integração reforça o compromisso institucional e posiciona o INPP como um órgão público fundamental para subsidiar com conhecimento científico e informação tecnológica, inovações capazes de mitigar de forma eficaz os diversos desafios sociais, ambientais e econômicos que assolam o bioma e as pessoas.
A equipe

Leandro Denis Battirola
Atualmente é Diretor do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e docente da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Possui Mestrado em Ecologia e Conservação da Biodiversidade pela UFMT e Doutorado em Ciências Biológicas (Entomologia) pela UFPR, com estágio sanduíche no Max-Planck-Institute für Limnologie, em Plön, Alemanha, e estágios de pós-doutorado em Ecologia de Áreas Úmidas (UFMT) e Zoologia (Instituto Butantan). Exerceu a função de Pró-Reitor de Pesquisa na UFMT e de Vice-Presidente do Conselho Estadual de Ciência e Tecnologia de Mato Grosso. Atua como pesquisador no Núcleo de Estudos em Biodiversidade da Amazônia Mato-Grossense e docente permanente nos Programas de Pós-Graduação em Ciências Ambientais, em Ciências Florestais e Ambientais e em Biotecnologia e Biodiversidade (Rede Pró-Centro Oeste). Possui experiência em ecologia e conservação de áreas úmidas, políticas públicas, tecnologias e educação ambiental, biologia da conservação, ecologia de artrópodes terrestres e bioecologia de insetos, bem como Gestão de projetos estratégicos, atuando, com ênfase no Pantanal de Mato Grosso, na Amazônia Meridional, em Áreas verdes urbanas, Sustentabilidade ambiental, Análise de contaminantes ambientais, definição de bioindicadores e biorremediadores.

Marinez Isaac Marques
Possui Mestrado (1994) e Doutorado (1998) em Ciências Biológicas, linha Entomologia, pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Ao longo da carreira ocupou cargos de liderança acadêmica, tendo sido Pró-Reitora de Pós-Graduação da UFMT e Coordenadora de Expansão da Pós-Graduação da mesma universidade. Atualmente é professora do Programa de Pós-Graduação em Zoologia da UFMT, e coordena o grupo de pesquisa na área de Taxonomia e Ecologia de Artrópodes Terrestres em ambientes inundáveis, com ênfase em insetos, atuando principalmente nos temas Pantanal, diversidade, artrópodes, taxonomia e bioacústica. Também é coordenadora, em parceria com o Prof. Dr. Karl-L. Schuchmann, do grupo de pesquisa CO.BRA (Computational Bioacoustics Research Unit), dedicado ao estudo do monitoramento acústico automatizado da biodiversidade do Pantanal. Foi Coordenadora de Pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP/MCTI) e, atualmente, atua na Assessoria Técnica da Diretoria (ASSETEC) desse Instituto.

Tulio Adriano Marques Alves Gontijo
Doutor e Mestre em Estudos da Linguagem pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos da Linguagem (PPGEL/UFMT). Professor da Universidade Federal de Jataí. Atual coordenador de Acessibilidade (SDI/UFJ). Atuou como Coordenador do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão da Universidade Federal de Mato Grosso (2021 – 2024) e como Professor do Ensino Superior no Centro Universitário UNIVAG (2019 – 2024). É membro do Núcleo de Estudos e Pesquisa Emancipatória em Linguagem (NEPEL/UFMT) e do Grupo de Estudos e Pesquisa em Linguagem, Inclusão e Ensino (GEPLIE/UFR). Graduado em Letras Libras pela Universidade Federal de Mato Grosso, atuou como Tradutor e Intérprete de Libras na UFMT (2016 – 2024) e como Coordenador Acadêmico e de Tradução da Acessa Soluções em Acessibilidade. Desenvolve pesquisas nas áreas de Políticas de Tradução e Interpretação, Estudos Lexicográficos e Terminológicos em Libras, Realismo Crítico, Análise Crítica do Discurso, Linguística Sistêmico-Funcional e Emancipação Humana, com foco na cultura e identidades surdas.

Carolline Zatta Fieker
Bióloga, com mestrado e doutorado em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Atua em pesquisas voltadas à ecologia, conservação da biodiversidade e monitoramento de fauna, com ênfase em bioacústica, ecologia de aves, Pantanal e Cerrado. Atualmente, desenvolve atividades de pesquisa no Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e no Computational Bioacoustics Research Unit (CO.BRA), trabalhando com monitoramento acústico passivo, análise de paisagens sonoras e aplicação de tecnologias para o estudo da biodiversidade.

Matheus Gonçalves Reis
Biólogo, com mestrado e doutorado em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). Atua em pesquisas voltadas à ecologia, conservação da biodiversidade e monitoramento de fauna, com ênfase em bioacústica, ecologia de aves, Pantanal e Cerrado. Atualmente, desenvolve atividades de pesquisa no Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP) e no Computational Bioacoustics Research Unit (CO.BRA), trabalhando com monitoramento acústico passivo de aves noturnas e bioestatística.

Pietro Bernardi Nezello
Possui licenciatura em Letras – Inglês pelo Centro Universitário Leonardo da Vinci. Atuou como professor de Língua Inglesa por quatro anos na Escola Presbiteriana de Alta Floresta. Atualmente integra a Assessoria Técnica da Diretoria (ASSETEC) do Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP/MCTI), desenvolvendo atividades voltadas à popularização da ciência, à difusão qualificada da produção científica e à ampliação da internacionalização institucional.

Lucas Santana Delgado
Possui graduação em Comunicação Social – Publicidade e Propaganda pelo Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG (2025). Atua no ramo publicitário, como designer e diagramador gráfico e com marketing digital. Desde 2019, também trabalha com acessibilidade comunicacional voltada ao audiovisual e projetos culturais principalmente com legendas descritivas. Na Guará Editora é responsável pela parte de adequação de materiais acessíveis, na descrição de imagens, e livros acessíveis para leitores de tela e versão ampliada.