O tamanduá-bandeira é um dos mamíferos mais intrigantes da América do Sul. Tem focinho muito comprido, língua extremamente longa, garras fortes, uma faixa escura com bordas claras no corpo e um rabo com pelos caídos muito longos, que o torna fácil de reconhecer. Apesar do tamanho grande, é um animal geralmente silencioso e discreto, passando boa parte do tempo andando sozinho em busca de alimento. Seu olfato é muito desenvolvido e que guia a procura por cupins e formigas no solo, em troncos ou em ninhos escondidos. A espécie ocupa diferentes ambientes, de áreas abertas a formações florestais mais densas, mas sua presença depende bastante da disponibilidade de alimento.
O tamanduá-bandeira se alimenta de formigas e cupins, usa as garras das patas dianteiras para abrir ninhos e a língua para recolher ovos, larvas e adultos. Ele costuma ficar pouco tempo em cada colônia, o que ajuda a evitar as defesas dos
insetos. Uma curiosidade importante é que o tamanduá-bandeira usa a língua extremamente comprida e coberta por saliva pegajosa para capturar muitos insetos em pouco tempo. Suas garras também têm outro papel, pois além de abrir ninhos de insetos, ajudam na defesa quando se sente ameaçado. Mesmo sendo um animal de aparência tranquila, pode ficar de pé e se defender com muita força. Isso faz dele um símbolo de serenidade e ao mesmo tempo de uma grande potência escondida.
Ecologicamente, ele ajuda a controlar populações de insetos sociais e participa do funcionamento dos ambientes naturais. Também é uma espécie importante para a conservação, porque está ameaçada de extinção, sofrendo com perda de habitat, atropelamentos, queimadas e outros impactos humanos.