Os bugios-pretos são primatas sociais, arbóreos, conhecidos pelos chamados muito fortes. A espécie ocorre em alguns biomas brasileiros, incluindo o Pantanal, e é considerada “quase ameaçada de extinção” no Brasil.
É um macaco de porte médio a grande que vive principalmente nas árvores, e passa boa parte do tempo nas copas das matas. É uma espécie muito marcante por causa da voz grave e profunda. Seus chamados extremamente altos fazem parte da paisagem sonora de muitas florestas, capões e matas ciliares. Esses sons ajudam na comunicação entre indivíduos e grupos e estão entre as características mais famosas dos bugios.
Eles vivem em grupos e têm uma rotina mais calma do que muita gente imagina. Alimentam-se principalmente de folhas, mas também podem consumir frutos e flores, dependendo da época e do lugar. Como folhas são alimentos menos energéticos, os bugios costumam economizar energia, descansando bastante ao longo do dia. Isso não significa fraqueza, mas sim estratégia comportamental. Eles usam o corpo e o tempo de forma muito eficiente para viver bem nas árvores.
Outra curiosidade interessante é o contraste entre machos e fêmeas. Nos bugios-pretos, os machos adultos costumam ter pelagem bem escura, enquanto as fêmeas e os jovens podem apresentar coloração mais clara, dourada ou bege amarronzada. Além disso, como outras espécies de bugios, os bugios-pretos que vivem no Pantanal têm cauda preênsil, que funciona como uma “quinta mão”, ajudando a segurar galhos e dando mais segurança nos deslocamentos pelas copas.
Do ponto de vista ecológico, os bugios-pretos ajudam a compor a vida das matas e chamam atenção para a importância de conservar corredores florestais e áreas arborizadas. Mesmo conseguindo viver em alguns ambientes modificados, a espécie sofre com perda de habitat, caça e surtos de doenças, como a febre amarela. Por isso, além de serem símbolos do som da floresta, também lembram que proteger as matas é essencial para manter a vida que existe nelas.