A garça-branca-grande é uma ave elegante, alta e muito chamativa, famosa por suas penas brancas, pelo bico amarelo e pelo pescoço comprido em forma de “S”.
É uma das maiores garças e pode passar de 1 metro de comprimento. Vive em diversos tipos de áreas úmidas, como lagoas, lagos, rios, brejos, charcos, pântanos e até represas e corpos d’água nas cidades.
Ela é uma caçadora muito paciente. Pode ficar parada por bastante tempo, como se fosse uma estátua, esperando o momento certo para atacar. Quando vê a oportunidade, dá um bote muito veloz, usando o pescoço e o bico afiado como lança ou arpão, com a mesma rapidez com que os indígenas atiram uma flecha.
Além de esperar imóvel, também pode andar devagarinho, de modo sorrateiro, com o corpo abaixado e o pescoço recolhido. Às vezes, mexe a água com as pernas para assustar a presa e facilitar a captura.
Sua alimentação é bem variada. Come principalmente peixes, mas também pode capturar insetos, anfíbios, pequenos répteis, roedores e outros animais pequenos. Em alguns lugares, como pesqueiros, ela chega a se aproximar bastante das pessoas para pegar peixes descartados pelos pescadores.
Na época de reprodução, costuma fazer ninho junto com outras aves aquáticas, formando grandes aglomerados, chamados ninhais. Quando algum inimigo se aproxima, várias aves podem levantar voo ao mesmo tempo, criando confusão e espantando o predador. A fêmea pode botar até 5 ovos lisos, de cor azul-esverdeada ou azul-claro, que são chocados pelos pais (macho e fêmea) por cerca de 24 dias.
As garças-brancas também carregam histórias importante. No passado, muitas foram caçadas por causa de penas especiais que surgem na época reprodutiva e eram usadas como enfeite. Hoje elas também ajudam a contar a história sobre a importância de proteger os animais e os ambientes onde vivem.