A anta é o maior mamífero terrestre do Brasil e um animal muito importante para o equilíbrio dos ambientes naturais. Vive em florestas, áreas úmidas, matas de galeria e paisagens com água por perto, porque gosta de ambientes onde possa beber, se refrescar e se proteger, buscando refúgio na água.
É uma espécie principalmente herbívora, que se alimenta de folhas, brotos, frutos e outras partes das plantas. Como engole muitos frutos e carrega sementes no sistema digestivo, ajuda a espalhar essas sementes pela paisagem, contribuindo para a regeneração da vegetação.
Apesar do tamanho grande, a anta costuma ser discreta e silenciosa. Em geral, vive sozinha, desloca-se bastante e usa áreas relativamente amplas, o que faz dela uma espécie dependente de ambientes bem conectados. Os territórios por onde se desloca são tão amplos, que reforça seu papel como grande viajante da paisagem e dispersora de sementes a longas distâncias.
Outra curiosidade interessante é que a anta é excelente nadadora e pode atravessar rios, lagoas e áreas alagadas com facilidade. Esse hábito combina muito com o Pantanal, onde a água sempre faz parte do caminho. Ao mesmo tempo, a espécie enfrenta ameaças relevantes, como perda de habitat, caça, atropelamentos e fogo, e por isso está classificada como “vulnerável à extinção” em avaliações recentes. Proteger a anta também significa proteger florestas, áreas úmidas e os caminhos por onde as diferentes paisagens naturais se conectam e se renovam graças à anta.