As capivaras são os maiores roedores do mundo e vivem em áreas alagadas, margens de rios, lagoas, brejos e outras áreas úmidas da América do Sul. São mamíferos semiaquáticos comuns no Pantanal, muito ligados à água, onde nadam bem, se refrescam e também escapam de predadores. Seus olhos, orelhas e narinas ficam no alto da cabeça, o que ajuda esses animais a continuar atentos mesmo com quase todo o corpo submerso. Seus pés têm membranas entre os dedos, o que melhora bastante a natação.
Quase sempre são vistas em bando. Esses grupos costumam reunir adultos e filhotes e funcionam como unidades sociais estáveis. A vida em grupo ajuda na vigilância, na proteção dos jovens e no uso e exploração do ambiente.
Em muitas situações, as capivaras passam uma impressão de tranquilidade tão grande que acabam sendo vistas ao lado de várias outras espécies, o que reforça essa imagem de animais pacíficos e tolerantes. Isso não significa que sejam “amigas” de todo mundo o tempo todo, mas sim que costumam conviver de forma geralmente pacífica em muitos contextos, especialmente quando estão descansando ou usando áreas abertas e margens d’água.
A alimentação delas é baseada principalmente em gramíneas e outras plantas, incluindo vegetação aquática e plantas das margens das águas. Por isso, têm um papel importante na dinâmica das áreas úmidas e campestres, participando do consumo e da circulação de sementes da vegetação nesses ambientes. São animais muito adaptáveis e podem viver tanto em paisagens naturais quanto em áreas modificadas pelas pessoas, desde que exista água por perto.
Outra curiosidade interessante é que a água faz parte de quase tudo na vida das capivaras servindo para locomoção, descanso, fuga de ameaças e até ajuda a manter o corpo fresco nos períodos mais quentes. Em épocas secas ou em locais com muitos recursos, os grupos podem ficar maiores. Filhotes já nascem bastante desenvolvidos e acompanham o grupo desde cedo, o que combina bem com esse jeito coletivo de viver.